segunda-feira, 24 de junho de 2013

002 - A escolha das guildas

Mestre Lorue olhou a sua volta e começou a falar:
- É um dia importante para os Liantari. Em todo o reino, jovens estão avançando um passo em suas vidas. Até ontem vocês eram crianças curiosas, experimentando e exercitando as diversas artes e serviços que contribuem para o bem comum de todos. Hoje vocês sairão daqui  praticamente como adultos, com direitos e deveres, prontos para iniciar uma trajetória de realizações. Serão aprendizes na arte que escolherem e, um dia, membros plenos da guilda escolhida.
Com esse discurso curto e simples começou a cerimônia e começaram a ser chamados.
O tempo passou, um após outro, levantavam-se, escutavam um breve resumo sobre suas qualificações e quais guildas o haviam convidado e informavam sua decisão.
Muitos já tinham sua escolha definida há muito tempo e a cerimônia era apenas a oficialização dessa escolha. Outros, indecisos, haviam mantido diversas opções e agora aguardavam para saber por quais guildas seriam escolhidos e dentre essas, se houvessem mais de uma, fariam sua escolha.
Nos casos em se sobrressaiam em mais de uma área, os mestres das guildas conversavam previamente entre si, para melhor orientarem no momento da escolha.
Cada caso era importante, cada um era importante e uma escolha errada poderia exigir anos de vida para ser corrigida, portanto não havia pressa e todos tinham o tempo necessário para tirar quaisquer dúvidas que ainda restassem.
- Serienn Malnar.
A jovem levantou e olhou firme para o Mestre.
- Seu caso é muito interessante, Serienn, e raro. Como sabe, apesar de todas as guildas serem importantes, algumas são excepcionalmente exigentes com os que vão escolher devido a carga de responsabilidades que pesam sobre seus membros e você optou por duas das mais difíceis.
- A Guilda das Bruxas aceita apenas as que tem os dons mentais mais fortes, com estrutura psicológica e emocional adequada ao desenvolvimento e capazes de suportar as extenuantes e complexas tarefas que lhe são requeridas. Seus dons são uma dádiva valiosa, que contribui imensamente para nosso bem estar, um tesouro ímpar, já que, entre todos os povos, apenas nossas mulheres possuem-no.
- Por outro lado, a Guilda das Guerreiras é extremamente exigente mental e fisicamente com suas escolhidas. Seus dons de estratégia e comando possibilitam termos um exército regular pequeno, se comparado a outros, e mesmo assim temido. Representando os Liantari em todo o mundo, ouvidas e respeitadas,  protegendo nossos aliados mais fracos e enfrentando ameaças, a paz que nos beneficia há tantos séculos deve-se muito a elas.
- Mirana, das Bruxas, mais do que escolhe-lá, acredita firmemente que você deve se integrar a elas, pois seus dons são muito fortes, continuarão crescendo e mesmo com seu controle excepcional sobre eles,  você se beneficiará com os ensinamentos que elas ainda podem lhe dar até se tornar uma Bruxa plena, com grandes capacidades.
- Rana, das Guerreiras, por outro lado, diz que não pode abrir mão da sua capacidade, que seria uma desonra a guilda não oferecer abrigo a uma guerreira tão promissora. Sua excepcional capacidade estratégica e "sexto sentido" como ela diz são muito raras e  não devem ser desperdiçadas.
- Assim, estamos num impasse e cabe a você escolher em qual guilda deverá se tornar aprendiz.

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